Transportes públicos em debate na conferência ECO-TTSL

Na conferência “Transporte público: uma década depois o que mudou?”, organizada pela TTSL e o ECO, que decorreu no dia 23 de junho, no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, discutiu-se as alterações ocorridas no setor com o novo regime jurídico do setor nos últimos 11 anos, mas, sobretudo, olhou-se para o futuro e para os desafios que se apresentam para melhor responder às necessidades dos passageiros.

 

Uma nova ligação fluvial entre a Trafaria e Algés, a abertura do Metro de Lisboa às 5h30 da manhã ou 30 novas automotoras para a Linha de Cascais e as subconcessões na CP são algumas das mudanças que vão acontecer na mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa nos próximos tempos. Em nome da integração e de uma oferta de qualidade que traga mais pessoas para os transportes públicos.

 

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que esteve presente na abertura da conferência, fez questão de sublinhar que a reforma operada nos transportes públicos na última década, o Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros, operou uma volta de 180 graus no setor, abrindo uma auto estrada regulatória e contratual, com unanimismo positivo, mas que também trouxe desafios.

 

O resultado, disse, está à vista: “mais oferta, mais assiduidade mais previsibilidade, mais qualidade”.

 

O presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, falou das novas ligações fluviais previstas – Seixal-Barreiro e Trafaria-Algés – em contraponto ao encerramento de ligações encerradas nos últimos anos: “A TTSL é um ativo estratégico no Tejo e não deve deixar de fazer a sua função.”

 

“Depois de tantos anos em que o que se ouvi da Transtejo eram coisas menos boas, desafio a testarem as nossas travessias. No Barreiro e Cacilhas, não necessitam de consultar horários porque têm permanentemente embarcações para fazer as travessias”, disse Rui Rei.

 

O presidente da TTSL fez ainda questão de referir a importância da frota elétrica, a maior operação elétrica do mundo, como ativo para a descarbonização do Tejo, mas referiu também a relevância dos navios tradicionais. E, a esse propósito, anunciou que, nos últimos sete meses, foram investidos mais de 5 milhões de euros em manutenção, nomeadamente em barcos que se encontravam parados.

 

A conferência contou com a presença de Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes à época da criação do novo regime jurídico que levou à criação do passe Navegante e de responsáveis do Metropolitano de Lisboa, CP – Comboios de Portugal, Carris e Fertagus, respetivamente, Cristina Vaz Tomé, Pedro Moreira, Rui Lopo e Cristina Dourado, bem como dos especialistas Álvaro Costa, José Manuel Viegas e Rosário Macário. Participaram igualmente autarcas da Área Metropolitana de Lisboa: Frederico Rosa, presidente da CM Barreiro; Gonçalo Reis, vice-presidente da CM Lisboa; Inês de Medeiros, presidente da CM Almada; Luís Capão, vice-presidente da CM Cascais, e Paulo Silva, presidente da CM Seixal.