A TTSL – Transtejo Soflusa aumentou a sua capacidade em mais 75 mil lugares mensais desde que, a 1 de novembro do ano passado, passou a cumprir o contrato de serviço público e a operar navios elétricos em Cacilhas. O presidente da empresa, Rui Rei, fez este anúncio no ciclo de palestras Mobilidade Mais Talks, colocando o transporte fluvial como a grande alternativa à travessia do Tejo de maneira rápida, fiável e confortável.
“A TTSL é a melhor forma de passar o rio, porque os nossos clientes podem vir todos sentados, ao contrário de viajarem de pé como sardinha em lata ou de passarem horas no pára-arranca”, acrescentou.
O aumento da procura revela que os passageiros estão a olhar cada vez mais para TTSL como uma alternativa fiável à travessia do rio. Os números falam por si. “Em março, aumentámos 8% face ao período homólogo do ano passado e em abril espera-se manter esta tendência de crescimento”, anunciou o presidente do Conselho de Administração da TTSL. “Se cumprirmos, as pessoas vão confiar.”
Rui Rei falou também dos projetos futuros da empresa, que está a estudar novas ligações, nomeadamente ao Parque das Nações e a Algés. Afirmou ainda que a TTSL pode ser uma voz diferenciadora na vertente turística do Tejo, sem que isso represente entrar em competição com os privados.
Numa altura em que a empresa está a recrutar, Rui Rei deixou uma palavra apelativa aos jovens, sublinhando que a grande transformação está na eletrificação do Tejo. Ainda assim, fez questão de sublinhar que agora a aposta da TTSL passa pela recuperação dos navios antigos, em vez de os abater. Porque os cacilheiros são a imagem do Tejo. E essa imagem, a Transtejo Soflusa faz ponto de honra em manter.