Integrar, integrar, integrar. Esta é a palavra de ordem para os transportes públicos defendida pela Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, e pelo presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, na cerimónia que, esta quinta-feira, marcou a expansão do Ponto Navegante da TTSL.
Uma integração com várias dimensões: tecnológica, operacional, física e tarifária (como é exemplo o Passe Navegante) e institucional. “Todos nós sabemos que só com integração plena vamos conquistar mais passageiros para o transporte público e consequentemente reduzir o uso do automóvel individual e diminuir o congestionamento, a sinistralidade, a poluição”, afirmou a Secretária de Estado da Mobilidade.
A necessidade de integração de horários dos vários operadores foi igualmente sublinhada pelo presidente da TTSL para quem responder às necessidades das pessoas passa por lhes dar respostas que efetivamente lhes facilitem a vida. Porque não vale a pena chegarem nos primeiros horários da manhã a Lisboa se depois não têm metro ou autocarro.
Esta discrepância de horários foi, aliás, o motivo que levou o Governo a pedir a realização de um estudo sobre integração de horários que inclui a TTSL, o Metropolitano de Lisboa e a CP.
Nessa mesma linha, o presidente da TTSL, Rui Rei, falou no objetivo de realizar uma campanha com a Fertagus, de forma a facilitar a mobilidade dos passageiros. “Aumentámos em 75 mil lugares a nossa capacidade mensal. Lugares sentados não nos faltam”, disse Rui Rei.
A cerimónia desta quinta-feira, 14 de maio, assinalou o alargamento do horário do Ponto Navegante do Cais do Sodré que, desde abril, passou a funcionar 12 horas por dia – das 08h00 às 20h00. Os dados deste horário de atendimento alargado já são visíveis: foram emitidos cerca de 1500 passes em abril, mais 17% em relação a março e mais 81% em relação a abril de 2025.
Está prevista para breve a reorganização do espaço no Cais do Sodré, com o alargamento do funcionamento aos sábados bem como expansão da rede de atendimento novos Pontos Navegante no Terreiro do Paço, Barreiro e um novo espaço em Cacilhas para recolha de documentos.
A Vice-Presidente do Conselho de Administração da TTSL, Francisca Ramalhosa, participou, esta manhã, numa mesa-redonda subordinada ao tema da descarbonização dos transportes e destacou que “a aprendizagem é contínua e exige uma constante procura de informação, bem como o investimento em formação, nas vertentes operacional, técnica e de planeamento”. Sublinhou, igualmente, a importância da criação de uma rede de suporte sólida com os fornecedores, capaz de acompanhar as necessidades desta transição.
A Vice-Presidente reforçou, também, a necessidade de assegurar a regularidade e frequência do serviço público de transporte, conciliando simultaneamente as exigências operacionais com as características dos equipamentos e dos sistemas de carregamento utilizados.
No decorrer da sessão, foi igualmente abordada a importância da integração dos transportes públicos e o seu papel na captação de mais utilizadores. Colocando-se na perspetiva do passageiro – enquanto utilizadora regular de transportes públicos – Francisca Ramalhosa salientou a importância de prestar um serviço integrado, eficiente e fiável, que permita aos utilizadores confiar na informação disponibilizada e planear as suas viagens de forma simples e eficaz.
Nesta mesa-redonda foram, ainda, abordadas questões relacionadas com o processo de descarbonização, nomeadamente os principais desafios, obstáculos e medidas que podem ser adotadas.
Este debate, inserido na iniciativa “Mobilidade Mais Talks, contou, também com a participação de Carlos Albino, presidente da Câmara Municipal da Moita, Andreia Ventura, administradora-executiva do Grupo ETE, Luís Nunes, administrador da PRIO, e Mariana Costa, administradora da Carris, e teve como objetivo a partilha de perspectivas sobre os principais desafios e oportunidades associados à mobilidade sustentável.
O transporte de veículos na ligação fluvial da Trafaria volta a realizar-se a partir de amanhã, segunda-feira, 11 de maio, depois de concluída a reparação do ferry Lisbonense.
Apesar de todos os esforços desenvolvidos pela TTSL – Transtejo Soflusa, a reparação em estaleiro do único ferry que estava a fazer a ligação da Trafaria acabou por ser mais demorada do que o previsto. Durante este período, o transporte de passageiros nesta ligação realizou-se de acordo com os horários em vigor.
A avaria do Lisbonense ocorreu numa altura em que o ferry Almadense está fora de serviço. Depois de um ano e meio imobilizado, também este navio se encontra agora em reparação, prevendo-se que esteja operacional no verão.
“A suspensão temporária do transporte fluvial de veículos resulta do desinvestimento na manutenção da nossa frota ao longo dos últimos anos, uma situação que temos vindo a trabalhar intensamente para inverter,” considera Rui Rei, presidente da TTSL – Transtejo Soflusa.
O Lisbonense e o Almadense entraram ao serviço em 2011 e são os únicos a integrar a frota destinada ao transporte de viaturas nesta ligação entre as duas margens do Tejo.
A TTSL agradece a compreensão durante a suspensão deste serviço.
A TTSL – Transtejo Soflusa assinalou hoje, com uma cerimónia no Terminal Fluvial do Seixal, o primeiro aniversário da operação elétrica e o transporte de 2 milhões de passageiros em navios elétricos. Este número, mais do que um marco, é um ponto de partida para a ligação sustentável entre as duas margens do Tejo.
Na cerimónia, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou a ligação fluvial entre o Seixal, o Barreiro e o Cais do Sodré para o próximo mês de junho e destacou “a importância dos passageiros que transformam este projeto num sucesso”.
Já o presidente da TTSL, Rui Rei, reafirmou o compromisso de aumentar a oferta da operação, numa altura em que é visível o reforço da confiança dos passageiros e que se traduz no crescimento da procura.
Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal, sublinhou que o serviço registou melhorias significativas, passou a ser mais fiável na resposta às necessidades dos cidadãos do município.
No evento, estiveram também os presidentes das câmaras municipais do Montijo e da Moita, bem como várias entidades ligadas à área dos transportes.
A operação elétrica da TTSL teve início em maio do ano passado com a ligação do Seixal, que opera com frota 100% elétrica. Em novembro, também a ligação de Cacilhas passou a fazer a travessia do Tejo com navios elétricos, o que permitiu dar cumprimento ao contrato de serviço público. Nestas duas rotas, já se realizou um total de mais de 27 mil viagens em navios elétricos.
Há viagens experimentais para o Montijo e em breve a operação elétrica será uma realidade também nesta ligação.
A TTSL é uma referência no transporte que assegura diariamente a união entre as duas margens, contribuindo fortemente com a frota elétrica de 10 navios – a maior operação elétrica do mundo – para a descarbonização do Tejo e para a mobilidade sustentável de milhões de passageiros. Num ano, deixámos de consumir 1 milhão e 740 mil litros de gasóleo e evitámos emissões equivalentes a 87 mil viagens de carro entre Lisboa e o Porto.
A TTSL – Transtejo Soflusa aumentou a sua capacidade em mais 75 mil lugares mensais desde que, a 1 de novembro do ano passado, passou a cumprir o contrato de serviço público e a operar navios elétricos em Cacilhas. O presidente da empresa, Rui Rei, fez este anúncio no ciclo de palestras Mobilidade Mais Talks, colocando o transporte fluvial como a grande alternativa à travessia do Tejo de maneira rápida, fiável e confortável.
“A TTSL é a melhor forma de passar o rio, porque os nossos clientes podem vir todos sentados, ao contrário de viajarem de pé como sardinha em lata ou de passarem horas no pára-arranca”, acrescentou.
O aumento da procura revela que os passageiros estão a olhar cada vez mais para TTSL como uma alternativa fiável à travessia do rio. Os números falam por si. “Em março, aumentámos 8% face ao período homólogo do ano passado e em abril espera-se manter esta tendência de crescimento”, anunciou o presidente do Conselho de Administração da TTSL. “Se cumprirmos, as pessoas vão confiar.”
Rui Rei falou também dos projetos futuros da empresa, que está a estudar novas ligações, nomeadamente ao Parque das Nações e a Algés. Afirmou ainda que a TTSL pode ser uma voz diferenciadora na vertente turística do Tejo, sem que isso represente entrar em competição com os privados.
Numa altura em que a empresa está a recrutar, Rui Rei deixou uma palavra apelativa aos jovens, sublinhando que a grande transformação está na eletrificação do Tejo. Ainda assim, fez questão de sublinhar que agora a aposta da TTSL passa pela recuperação dos navios antigos, em vez de os abater. Porque os cacilheiros são a imagem do Tejo. E essa imagem, a Transtejo Soflusa faz ponto de honra em manter.
De modo a garantir uma melhoria na sincronização com os horários da TTSL, a Carris Metropolitana irá efetuar alterações de horários das carreiras que servem os terminais do Montijo, a partir de 1 de maio, e do Seixal, a partir de 4 de maio.
As linhas que sofrem ajustes são:
Consulte a informação detalhada em carrismetropolitana.pt
Depois de 1 ano e 3 meses de inoperacionalidade, o Almadense seguiu hoje para o estaleiro, marcando um novo capítulo na sua história.
Ao serviço desde 2011, este navio — concebido em conjunto com o Lisbonense — tem desempenhado um papel essencial na ligação da Trafaria, a única que permite o transporte de viaturas entre margens.
Num momento em que a TTSL reforça o seu compromisso com a fiabilidade e qualidade do serviço, o investimento na manutenção e recuperação da frota assume-se como uma prioridade. A intervenção no Almadense é mais um passo nesse caminho: garantir melhores condições, maior segurança e um serviço mais consistente para todos.
Através de uma iniciativa inédita de articulação no setor, os operadores de transporte público da Área Metropolitana de Lisboa, em parceria com o gestor da rede rodoviária e ferroviária nacional, juntam-se numa ação conjunta para combater o vandalismo, um fenómeno crescente que afeta transversalmente todo o sistema de mobilidade.
Participam nesta iniciativa a Alsa Grupo S.L.U., a Barraqueiro Transportes, a Carris, a CP-Comboios de Portugal, a Fertagus, o Metropolitano de Lisboa, a Rodoviária de Lisboa, a T.S.T. – Transportes Sul do Tejo, a TTSL – Transtejo Soflusa, a Viação Alvorada, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (enquanto Carris Metropolitana) e a própria Infraestruturas de Portugal, enquanto gestora da infraestrutura ferroviária.
Um problema que custa milhões e afeta todos os clientes
Entre 2023 e 2025, os atos de vandalismo registaram um aumento expressivo, gerando prejuízos diretos que ascendem a 3 milhões de euros. Contudo, o seu impacto vai além dos custos financeiros, traduzindo-se igualmente em atrasos, imobilização de veículos, indisponibilidade de equipamentos, necessidade de reforço das operações de limpeza e numa perceção acrescida de insegurança.
“O quarto desarrumado”: uma imagem simples para um problema coletivo
A campanha recorre a uma metáfora imediata — um quarto desarrumado — para aproximar o problema do quotidiano, sobretudo dos mais jovens. A mensagem é clara: o espaço público é um espaço de todos, e o seu cuidado começa em cada um.
Com a assinatura “Escolhe marcar a diferença, não o transporte”, a iniciativa desafia todos a assumirem um papel ativo na preservação do sistema de transporte, reforçando a importância de fazer a diferença pela positiva, cuidando, e não prejudicando, um bem que é de todos.
Da sensibilização à ação no terreno
A campanha arranca com uma forte presença em meios digitais, redes sociais, veículos e estações em toda a Área Metropolitana de Lisboa. Numa segunda fase, avançará para ações diretas em escolas, reforçando o foco nos públicos mais jovens.
Uma resposta inédita do setor da mobilidade
Mais do que uma campanha, trata-se de uma mudança de paradigma: pela primeira vez, operadores rodoviários, ferroviários e fluviais, juntamente com a autoridade metropolitana e o gestor da infraestrutura, atuam de forma coordenada para enfrentar um problema comum.
O objetivo é claro: reduzir o vandalismo, melhorar a experiência de viagem e reforçar a qualidade e fiabilidade do transporte público.
Veja o vídeo e perceba como um gesto individual pode fazer a diferença num problema que afeta todos (para mais informação, consulte o site da campanha).
A TTSL – Transtejo Soflusa fechou março deste ano a transportar 1 840 779 passageiros. Este valor representa um crescimento de 8% em relação ao período homólogo de 2025, quando 1 705 422 passageiros viajaram na TTSL.
Deste total de passageiros transportados, quase meio milhão (467 816) atravessaram o Tejo em navios elétricos. Estes valores representam uma subida astronómica de cerca de 800%, comparativamente aos 53 188 do mesmo período do ano passado. O aumento exponencial explica-se pelo facto da TTSL já ter recebido a totalidade da frota de 10 navios e da operação elétrica abranger agora Seixal (100%) e Cacilhas.
Numa análise mais detalhada por cada uma das ligações, conclui-se que a travessia Seixal-Cais do Sodré registou um dos aumentos mais significativos (15%), tendo passado de 88 714 para 102 184 passageiros transportados nos períodos homólogos em análise. Um crescimento que coincide com a consolidação da operação 100% elétrica nesta ligação fluvial.
A subida percentual mais alta registou-se na ligação à Trafaria (20%), o que em termos absolutos significa que o número de passageiros subiu de 26 929 para 32 255.
Barreiro, a ligação fluvial com mais procura, continua a crescer: foram transportados 987 513 passageiros em março de 2026, mais 5% do que em igual período do ano passado (937 675).
A ligação de Cacilhas, que em novembro de 2025 passou também a ser operada por navios elétricos, observou um aumento de procura de 12% – cresceu de 559 937 para 625 281 passageiros transportados no período em análise. Deste total de passageiros, 365 216 viajaram em elétricos.
Já o número de passageiros que escolheram a rota do Montijo aumentou de 92 167 para 93 546, ou seja, mais 2% relativamente a março do ano passado. 754 fizeram a travessia em navios elétricos.
“Este aumento da procura significa que as pessoas confiam cada vez mais na TTSL. Sabem que somos previsíveis e fiáveis, que podem viajar confortavelmente, sempre sentadas, que poupam tempo a fazer a travessia do Tejo. No final do dia, ganham qualidade de vida e dão também um contributo para a descarbonização”, considera o presidente da TTSL – Transtejo Soflusa, Rui Rei.
O transporte de veículos na ligação fluvial Trafaria-Porto Brandão-Belém encontra-se interrompido desde domingo, na sequência de uma avaria no Lisbonense, o único ferry que estava a operar esta rota.
A TTSL – Transtejo Soflusa está a desenvolver todos os esforços para que a reparação do navio, que ocorrerá em estaleiro, seja concluída com a maior brevidade possível, por forma a garantir a reposição do serviço de transporte de veículos antes de 25 de abril.
Durante o período de reparação do Lisbonense, o transporte de passageiros nesta ligação realiza-se de acordo com os horários em vigor.
A avaria do Lisbonense ocorre numa altura em que o ferry Almadense se encontra igualmente imobilizado para manutenção. Ambos os navios entraram ao serviço em 2011 e são os únicos a integrar a frota destinada ao transporte de viaturas nesta ligação entre as duas margens do Tejo.
“Esta situação, que obriga à suspensão temporária do transporte de viaturas, resulta da falta de planeamento e investimento na manutenção da frota verificada nos últimos anos, com graves prejuízos para os nossos clientes e com impacto negativo para a imagem da empresa”, considera Rui Rei, o presidente da TTSL – Transtejo Soflusa.